
A melhor prova duma real amizade
está em evitar os compromissos entre
aqueles que se estimam.
(Augustina Bessa-Luís)
Porque tudo tem um fim; porque a eternidade rima com saudade parece-me ser a altura ideal para fazer uma longa pausa neste “escrevinhar”.
A vida profissional não se compadece com blogues confessionais ou outros. Sem “saudades”, mas com muita afectividade, apraz-me agradecer sinceramente a todos(as) que me leram e que comentaram os meus “rabiscos”.
Não é uma despedida, pois vou continuar atento aos blogues dos(as) amigos(as). Também sei que vou voltar, embora num registo totalmente diferente. Nessa altura vou dar notícias. Até lá “vou andar por aí”. Pois.
RECADO AOS AMIGOS DISTANTES
Meus companheiros amados,
não vos espero nem chamo:
porque vou para outros lados.
Mas é certo que vos amo.
Nem sempre os que estão mais perto
fazem melhor companhia.
Mesmo com sol encoberto,
todos sabem quando é dia.
Pelo vosso campo imenso,
vou cortando meus atalhos.
Por vosso amor é que penso
e me dou tantos trabalhos.
Não condeneis, por enquanto,
minha rebelde maneira.
Para libertar-me tanto,
fico vossa prisioneira.
Por mais que longe pareça,
ides na minha lembrança,
ides na minha cabeça,
valeis a minha Esperança.
(Cecília Meireles – 1901 – 1964)
A vida profissional não se compadece com blogues confessionais ou outros. Sem “saudades”, mas com muita afectividade, apraz-me agradecer sinceramente a todos(as) que me leram e que comentaram os meus “rabiscos”.
Não é uma despedida, pois vou continuar atento aos blogues dos(as) amigos(as). Também sei que vou voltar, embora num registo totalmente diferente. Nessa altura vou dar notícias. Até lá “vou andar por aí”. Pois.
RECADO AOS AMIGOS DISTANTES
Meus companheiros amados,
não vos espero nem chamo:
porque vou para outros lados.
Mas é certo que vos amo.
Nem sempre os que estão mais perto
fazem melhor companhia.
Mesmo com sol encoberto,
todos sabem quando é dia.
Pelo vosso campo imenso,
vou cortando meus atalhos.
Por vosso amor é que penso
e me dou tantos trabalhos.
Não condeneis, por enquanto,
minha rebelde maneira.
Para libertar-me tanto,
fico vossa prisioneira.
Por mais que longe pareça,
ides na minha lembrança,
ides na minha cabeça,
valeis a minha Esperança.
(Cecília Meireles – 1901 – 1964)





